segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Diário de Campanha - Parte 2 - A Torre de Azarel

Tudo bem, tudo bem! Eu sei que estou atrasado quase 2 meses com esta postagem. Mas como estamos na expectativa de um próximo Encontro dos Amigos agora no final de Novembro eu resolvi puxar na minha memória tudo que consegui lembrar da última aventura e montar o nosso diário de campanha. Até porque a essa campanha tem uma proposta diferente: eu dou o seguimento na campanha com os mesmos personagens mas os jogadores podem mudar a cada aventura. Então é justo que algum jogador que esteja entrando na campanha pela primeira vez conheça, pelo menos de forma geral, o que aconteceu nos capítulos anteriores. Quem não leu a primeira parte e quiser se inteirar dos fatos segue o link:

Diário de Campanha - 1ª Sessão - Tormenta RPG: 3º Encontro dos Amigos

Então, antes de dar seguimento ao nosso relato eu destaco os jogadores que participaram dessa aventura:
Daniel Pacheco, Gabriela Contreiras, Bruna Soares, Davi "Canabrava", Othávio Dias e Henrique Soares.


Na última aventura os heróis haviam ganho como parte do tesouro a escritura de umas terras nos arredores de Gorendil. Eles - como bons e honestos mocinhos que eram, decidiram ir para a cidade encontrar o dono das terras.

Após procurarem um bocado e depois de muito bater perna na próspera cidade, eles encontraram o dono da escritura, na realidade seu herdeiro legal. Malkis era um rapaz que recebeu como herança do pai um monte de dívidas, então estava realmente precisando das terras descritas na escritura para poder reerguer os negócios de seu pai e quitar as dívidas de sua família.

Ele relatou aos heróis que as terras pertenciam a um tio seu que era um mago chamado Azarel tinha fama de ser muito excêntrico, tanto que vivia isolado numa torre as bordas do Abismo do Vento Cortante, uma depressão natural que ficava a um dia de viajem de Valkaria.

O rapaz propôs ao grupo que investigasse a torre do tio em busca de algo de valor para ele, e até mesmo para ver se as terras eram ocupadas por criaturas hostis. Como ele não tinha dinheiro para pagar os heróis, ele propôs que caso fossem bem sucedidos eles poderiam ficar com uma pequeno pedaço de terra e a Torre para eles.

O grupo logo se animou com perspectiva de possuir uma torre, montar uma base de operações, etc.

Após algumas horas de preparo eles partiram em busca da torre. Sem muita dificuldade eles chegaram ao local indicado pelo seu contratador. Um o local era realmente bem isolado e uma pequena estrada ladeada por pedras serpenteava pelo bosque finalizando ás bordas do abismo. A torre era de arquitetura simples porém bastante sólida, obviamente trabalho de anões. Notava-se que apesar da estrutura geral estar em boas condições, vários anos de abandono tinham cobrado o seu preço da torre

Apenas uma pequena mureta de pedra arrodeava a torre e um vento forte e constante era sempre presente no local.

Assim que o grupo passou pela mureta, 2 estátuas que decoravam a entrada da torre ganharam vida e atacaram o grupo. As Gárgulas deram um pouco de trabalho, principalmente para o Bárbaro que saiu bem ferido encontro.

Entrando na Torre o grupo descobriu que o local estava com carcterísticas de abandono mas estava longe de ser desabitado. Ratos Atrozes haviam tomado a adega e plantas vivas protegiam o jardim, no qual ainda funcionava um chafariz de água cristalina vinda da montanha.

Á medida que iam adentrando a torre e explorando os andares o grupo se deparou com vários itens e objetos pessoais do mago Azarel, bem como algumas de suas experiências, contudo surpresa maior reservava o último andar da torre que agora havia se convertido no lar de uma Mantícora. Após um combate realmente empolgante o grupo conseguiu matar a Quimera, obtendo assim por direito a posse da Torre de Azarel. O grupo retornou e entregou algumas coisas de valor ao rapaz, e relatou-lhe que o que tem de mais valioso no local são as próprias terras que podem ser cultivadas e render bons lucros.

No meio dos despojos que o grupo manteve para si, podemos incluir uma adaga mágica, alguns pergaminhos, além da própria torre e uma luneta de observação de longo alcance e uma clepsidra, bastante valiosa mas que será mais útil na própria torre. Além disso o grupo encontrou um diário do mago que descreve uma espécie de pesquisa na qual ele estava trabalhando, a maior parte do livro estava escrita num código indecifrável mas uma referência aparentementesem sentido podia ser lida no rodapé da última página.

Bem, isso é tudo que consegui lembrar. Não sei se está tudo aí porque já faz muito tempo que jogamos. Mas o grupo tem liberdade de colocar nos comentários as cenas divertidas que lembrarem.

É isso aí até a próxima...

PS: Na aventura do próximo encontro prometo gravar a sessão e anotar os pontos mais importantes...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Impressões Sobre a Moonfest 2012

Salve galera,
 
Quem é RPGISTA antenado já sabe da novela que culminou com o cancelamento da RPGCON desse ano. Para aqueles que não são tão antenados assim, eu explico:
 
Este ano, como já vinha acontecendo há algum tempo, foi anunciada a RPGCON, uma convenção de RPG e jogos que é considerada por muitos a mais importante do Brasil. O evento deveria acontecer nos dias 16 e 17 de Outubro em São Paulo, e a expectativa que se tinha (pelo menos pelos comentários de fóruns, blogs e mídias sociais) era de que seria um grande sucesso de público.
 
Eu nunca havia participado de um encontro de RPG em outro estado até então, por isso estava muito empolgado pois já estava com passagem comprada para esse. Na realidade eu tinha um casamento de um parente para ir na sexta feira anterior ao encontro então dava pra matar "2 orcs com uma machada só". Imaginem a decepção quando uma semana antes do evento os organizadores emitiram uma nota dizendo que a RPGCON 2012 estava cancelada por falta de verba e apoio.
 
Eu fiquei bastante triste pois a esperança que eu tinha era de ir no evento e além disso encontrar com vários amigos e membros do Grupo D30 que também iriam.
 
Contudo logo que foi anunciado o cancelamento da RPGCON o pessoal da Moonshadows Livraria (uma das mais conhecidas lojas virtuais de artigos de RPG) decidiu organizar a Moonfest RPG, um retroclone em menor escala da RPGCon. Eu pensei: pelo menos a viagem não será perdida. Eu fui ao evento e apesar de ter ficado pouco tempo deixo as minhas impressões com relação ao que vi.
 
 
A Moonfest ocorreu aconteceu no espaço Mie Kenjin em são Paulo Capital um local há poucos kilômetros da Avenida Paulista, contudo achei meio escondido. Não falo isso criticando, é porque eu tenho essa visão de brasiliense de que tudo tem que ser organizadinho e de que bons locais tem que estar sempre virados pra pista e com parada de ônibus na porta. E a capital paulista é um mundo à parte, fiquei meio perdido e se não fosse o GPS talvez eu ainda estivesse procurando o caminho.
 
Na recepção, havia sempre uma pessoa  que recebia o dinheiro do ingresso e colocava a pulseirinha de identificação. Com relação ao ingresso, vou ser sincero, achei muito salgado. Cobrar R$ 15,00 (praticamento o mesmo preço do ingresso da RPGCON) por um evento sem grandes convidados e muito menor que o que foi cancelado, não acho que foi uma boa pedida. Mas o fato é que o lugar estava lotado.
 
Eu cheguei por volta de 13h no local e segundo informações que tive com o cara da recepção haviam passado mais de 200 pessoas por lá durante todo o dia. O fato é que paguei R$15,00 apenas para entrar no evento e não haviam mesas para jogar (todas lotadas). Pelo menos você ganhava R$ 5,00 de desconto para comprar produtos nos estandes dos parceiros ou pra comprar um lanchinho na lanchonete. Na entrada todos os participantes também estavam recebendo como brinde uma aventura inédita de Old Dragon feita pela RedBox Editora e uma aventura alternativa também feita por eles. Mas como aqui em Brasília o pessoal do D30 cobra uma contribuição voluntária de R$ 5,00 (dá quem quiser) e muita gente não dá, achei o ingresso meio caro.
 
Lá dentro reparei que o espaço não era lá muito grande (aproximadamente 1/4 do tamanho do salão que o SESC disponibiliza para o D30) mas a organização soube alocar muito bem as mesas de jogo e não vi muita gente sem jogar jogar.  
 
Tive a surpresa de encontrar com o pessoal da Unza RPG, que sempre estão presentes nos Encontros D30. Eles estavam divulgando seus materiais lá na Moonfest.  E ainda no final tive o privilégio de conhecer pessoalmente e tirar uma foto como Eduardo Caetano criador do Violentina
 
Além disso tínhamos os estandes de vendas da Moonshadows, Redbox e Retropunk, além dos estandes de RPG's Alternativos.
Um estande que me chamou a atenção foi o de um Card Game com proposta muito interessante o Runicards. É um cardgame cooperativo onde os jogadores tem que enfrentar vários desafios, matar monstros, recolher tesouros e matar um boss no final (isso lembra alguma coisa?). Isso mesmo o jogo emula uma partida de RPG através das cartas. E as imagens e o acabamento das cartas são de excelente qualidade. O financiamento coletivo começa em Novembro. Eu com certeza vou partipar.
 
Finalizando acho que evento foi bem legal e a proposta foi extremamente bem sucedida se contarmos o tempo mínimo de divulgação que os organizadores tiveram. Apesar do ingresso meio salgadinho, a experiência foi válida, principalmente para ter base de comparação com relação aos Encontros D30 que realizamos em Brasília, e posso dizer que estamos fazendo direito o nosso dever de casa.
 
Então é isso galera... até a próxima

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Faça Você Mesmo - Matriz de Combate

Blz Galera?

Hoje eu retorno pra vocês com a postagem que costuma fazer mais sucesso. "Faça Você Mesmo"

Todas as vezes que eu vou aos encontros de RPG o pessoal me pergunta onde que compro meus acessórios, ou como eu fiz... Na realidade eu sempre tive habilidade pra artesanato em geral, e como na época que eu comecei a jogar RPG eu não tinha grana pra comprar os acessórios legais que eu queria (e isso não mudou muito) eu tinha que me virar e fazer os meus próprios acessórios.

Então para sanar as dúvidas e entregar o ouro para que todos possam fazer o mesmo eu vou ensinar como fazer sua própria matriz de combate.

Uma matriz ou Grid de Batalha, é um plano (que pode ser de papel, papelão, isopor,etc) que é ilustrado com um quadriculado ou hexagonado. Serve para conduzirmos os combates de alguns rpg's e facilitar a visualização da posição dos heróis na hora da batalha. Qualquer um já pode encontrar em lojas especializadas, matrizes já prontas. Mas estas geralmente são caras, ou são muito pequenas para atender as necessidades. O que pretendo hoje é mostrar algumas ideias de como podemos fazer nossas próprias matrizes de tamanhos e formas diferentes.

Matriz de Papel Comum

Esse tipo de matriz pode ser feita com folhas de papel comum (A4, off-set), cartolina ou papel pardo. Nessa forma mais simples basta apenas que você tenha um dos papéis acima e faça a correta medição de quadrados de 2,5 centímetros e risque na folha toda com uma caneta (de preferência canetinha mesmo). Apesar de ser simples e barato desvantagem é que você não pode utilizar canetas para riscar sobre a matriz, sob pena de ter que descartá-la depois.

Uma ideia bacana que eu tive foi pegar uma matriz dessas e colocar embaixo do tampo de vidro da mesa (supondo-se que você também tenha uma mesa de tampo de vidro). Dessa forma, você poderá colocar suas miniaturas e marcadores em cima da própria mesa e poderá marcar salas, masmorras, estradas e obstáculos no vidro com uma daquelas canetas de escrever em quadro branco. Depois basta limpar a mesa com um pano umedecido com álcool.

Matrizes Plastificadas

Esse tipo dá um pouquinho mais de trabalho mas eu considero o mais prático tipo de Matriz, pois além de ficar bem bacana visualmente você pode riscá-las com aquelas canetas que se usa para escrever em quadros brancos.
Você pode escolher riscar os quadriculados manualmente e depois plastificá-los com papel contact, ou pode imprimir os modelos a seguir na impressora de sua casa os numa gráfica rápida.


Agora a vem a dica com relação à plastificação: Se você imprimiu numa folha de A4 tem a opção de mandar platificar numa papelaria qualquer e se precisar de uma matriz maior junte várias folhas plastificada compondo uma grande matriz. Caso você queira uma matriz maior pode mandar imprimir numa gráfica rápida que faça grandes formatos ou colar vários folhas impressas umas nas outras para depois plastificá-las.

Se você já tem habilidade de usar o papel adesivo trasparente (tipo contact), pode utilizar de qualquer marca que você quiser, se for inesperiente eu indico que você use o da marca Contact mesmo, pois apesar de ser mais caro ele é mais grosso e mais fácil de trabalhar.




O segredo na hora de plastificar e abrir uma pequena parte do papel contact, alinhar com o quadriculado e vir colando aos poucos. Assim você não deixa bolhas ou amssados no papel. No final espero que você obtenha uma matriz de combate bonita, bem acabada e muito últil para rolas os seus combates.


Nessa imagem o marcador de "Mãos Flamejantes" eu achei na internet e imprimi na transparência. A "Esfera de Invisibilidade" é o topo de uma embalagem de desinfetante...



Como qualqer outro acessório, as matrizes não são necessárias para se jogar RPG, mas alguns jogos privilegiam o uso das martizes para manter melhor controle do combate.

Espero que eu tenha ajudado vocês e no meu próximo home made ensinarei a vocês como fazer o sua própria miniatura de Cubo Gelatinoso.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Enriquecendo seus jogos com acessórios.


Quando comecei a jogar RPG há quase 20 anos atrás, o hobby era muitos mais imaginativo do que é hoje. Digo isso, porque nos meus jogos e no da maioria das pessoas que jogava em meados da década de 90 as ações se passavam completa e unicamente na imaginação.  Quando muito um ou outro rabisco numa folha de papel.
Nós até tínhamos alguns jogos que traziam regras para se usar miniaturas (como o GURPS) mas era muito difícil obter material que desse suporte a essa forma de jogar. Lembro aos mais novos que não tínhamos internet (é, e nós sobrevivíamos sem ela), então nada de entrar no google e procurar mapas quadriculados prontinhos, ou miniaturas de papel. Pra ser sincero até as fichas de personagens eram um problema pra conseguir. Quando encontrávamos um amigo que tinha a ficha, a gente ia no armarinho tirar cópia (também não tínhamos scaner) e guardávamos sempre uma pra poder tirar mais cópias quando necessário.
Hoje temos um cenário muito diferente da minha época. Eu poderia dizer que estamos na época do "RPG visual". É bastante fácil se obter mapas, miniaturas, marcadores, imagens, isso sem falar nos recursos multimídia.

Eu digo isso não com cara emburrada ou torcendo o nariz, como muitos mestres Old School fariam. Para mim os acessórios henriquecem e muito os jogos de RPG.

Mas quando falo de acessórios a primeira coisa que me vem à mente são miniaturas, e sobre essas já falei bastante aqui no blog. Hoje a minha proposta é falar sobre os outros acessórios menos comuns mas que servem tanto para melhorar o visual de sua sessão de jogo como até mesmo para dar uma força no trabalho do mestre.

Eu me lembro ainda hoje, que quando folhei a primeira vez o meu exemplar de Dungeoneer (o sistema avançado da série Aventuras Fantásticas) a aventura que vinha no livro em diversos pontos sugeria o uso de acessórios, e por muitas vezes eu os usei para dar um ar diferenciado nas minhas aventuras. Portanto se você pretende usar algum tipo de item para melhorar o visual de sua campanha vou tentar dar um forcinha...

Como eu já havia dito os principais acessórios são miniaturas e mapas, mas desses eu já falei em outros artigos aqui do blog então vamos nos focar nos outros acessórios.

Acessórios Visuais

Eu definiria os acessórios visuais como aqueles que são dispensáveis e cuja necessidade não é tão grande. Os acessórios visuais servem apenas para diferenciar uma determinada cena da aventura e apesar de serem supérfluos podem fazer uma única cena e até mesmo uma aventura memorável.

Um exemplo bacana seria, o mestre/narrador, usar um tapa olho enquanto interpreta um pirata falastrão. Ou ainda: numa aventura em que os heróis tem que achar uma rara poção mágica para salvar um companheiro o mestre poderia colocar suco de groselha num frasco estilizado e dar para o jogador moribundo beber.

Mas os acessórios visuais podem contribuir para deixar as cenas e a interação entre os jogadores mais engraçadas e divertidas. Exemplo: o mestre pode vendar um jogador cujo personagem tenha ficado temporariamente cego, ou amordaçar um jogador cujo o personagem tenha ficado mudo.

É claro que a utilização desse tipo de acessório exige uma conversa entre os participantes e concordância de todos. e vale lembrar: nada de exageros...

Acessórios de Suporte

Alguns acessórios facilitam tanto a vida do mestre quanto a dos jogadores. A esses chamo de acessórios de suporte. Apesar de todos poderem passar sem eles a aventura provavelmente rolará mais solta e descomplicada se você utilizá-los. Dentre deste grupo eu citaria primeiro os notebooks e tablets, que hoje em dia já possuem uma gama enorme de ferramentas para facilitar a vida de mestres e jogadores. Mas não me deterei muito tempo fando sobre eles pois isso será tema de uma outra postagem.

Temos ainda os ítens mais simples que muitos de nós estamos acostumados a usar como calculadoras, cronômetros, réguas para desenhar os mapas, etc. Esses são quase indispensáveis e fáceis de se conseguir. Mas alguns outros você pode comprar ou fazer você mesmo, como: um controlador de iniciativas, bandejas de dados, torres de dados, etc.

Com o tempo todo mestre acaba sentindo falta de algumas dessas belezinhas.


Outro bom exemplo de acessório de suporte são as cartas de itens especiais. É apenas uma pequena carta que pode ser feita à mão ou no computador com estatísticas e informações sobre um item importante ou específico. Nesta carta podem estar descritos poderes de uma determinada arma mágica assim como o número de cargas de um determinado poder,etc. Esse mesmo tipo de acessório pode ser usado para deixar prontinhas as estatísticas de monstros que podem ser invocados por magos invocadores, ou mesmo dos companheiros animais de druidas. Isso agiliza a busca de informações na hora do jogo deixando a partida mais leve.

Acessórios de Controle

Este tipo de acessório é muito útil tanto para mestres quanto para jogadores, principalmente em sistemas de jogos mais realistas nos quais os números e quantidades são muito importantes. Eles são qualquer item que sirva para ajudar a manter o controle de sobre as estatísticas de jogos. Eu poderia citar marcadores para dinheiro, munição, poções e pergaminhos, e qualquer outro que vocês puderem imaginar. Eu já joguei campanhas de nível alto em que todos os jogadores usavam calculadoras para calcular danos e pontos de vida. Mas temos muitos tipo de acessórios que podem ser usados para controlar estatísticas de jogo variáveis.

Há alguns meses atrás achei um blog extremamente interessante que além de muitos dungeon tiles gratuitos pra baixar, disponibiliza vários tokens pra marcar moedas, munições, poções, etc.

Quem quiser dar uma conferida é o Kev's Lounge. Quando vocês tentarem fazer o download ele te mandará pra uma loja virtual. Mas pode ficar tranquilo. As coisas que são pagas tem preço especificado e as que são gratuitas tem o preço zerado. Faça o cadastro "compre" os itens gratuitos sem pagar nada.

Houve um tempo em que eu usava um saquinho pregado na pasta onde ficavam as fichas de cada PJ. Nesse saquinho eu guardava marcadores de moedas de cada um deles. Isso resolveu o meu problema de jogadores reclamões que esqueciam de anotar tesouros, ou apagavam sem querer o número de moedas de ouro que possuíam.

Um outro exemplo são os marcadores de magia. São ótimos para aquele momento em que o conjurador fica em dúvida se uma determinada magia vai ou não acertar o inimigo ou os aliados. Nesse site tem vários marcadores pra você imprimir. Para um visual melhor imprima em transparência...



Bom galera esses são os acessórios que costumo utilizar nos meus jogos. A verdadeira utilidade deles é cada mestre ou jogador que terá que descobrir. Pra mim eles dão brilho e facilitam muito as minhas campanhas. Espero que tenho ajudado vocês, e quem tiver mais ideias de acessórios poste aqui nos comentários.

30º Encontro D30 - Balanço

Salve Galera,

Aqueles que nos acampanham há mais tempo sabem que antes da criação do site do D30 as notícias dos encontros de RPG de Brasília era divulgadas através do Vórtex. E é em nome dos velhos tempos que farei um balanço geral com minhas impressões sobre o 30º Encontro D30 de RPG - Celebração.

Eu cheguei no encontro por volta das 9h40 e já havia pelo menos umas 30 pessoas aguardando mestres para jogar. Eu notei um pequeno erro de comunicação na postagem das mesas no site do D30 (na realidade foi amigo meu que me atentou a este fato). O horário do encontro estava marcado para as 10h contudo algumas mesas de jogos estavam com horário de início às 9h. Um pequeno errinho que não prejudicou em nada o bom andamento do encontro. Minha tradicional mesa de Tormenta RPG foi ótima.

A primeira coisa que notei de diferente com relação aos outros encontros foi o número de pessoas, principalmente no horário da manhã. Nos outros encontros sempre tínhamos uma manhã bem light e a parte da tarde bem cheia.

Neste encontro tivemos casa cheia o dia inteiro, lotamos todas as mesas mesmo na parte da manhã. Á tarde ficou tão cheio que tivemos que abrir mais 4 mesas do lado de fora. Segundo a última contagem do D30 tivemos 215 pessoas, um recorde. E esse número é o de pessoas que pegaram a pulseirinha, possivelmente devem ter passado bem mais gente pelo encontro. Sinceramente ainda não sei a que atribuir esse sucesso de público: à divulgação antecipada e intensiva? Ao fato de ser aniversário do D30? Talvez porque o Encontro foi no Domingo ao invés de Sábado?
Essas perguntas espero que vocês me ajudem a responder...

Mas o fato é que esse encontro pra mim foi realmente especial. Eu estou no D30 antes dele ser D30. Fui um dos fundadores do Grupo, e ver aquele salão salão tão lotado pra mim foi uma grande realização pessoal e também um prêmio conquistado às custas de muito trabalho. Há muitos anos atrás quando eu folheava as páginas da falecida revista Dragão Brasil e via fotos dos grandes encontros em São Paulo e Rio de Janeiro, eu ficava um pouco melancólico por não existir nada do tipo aqui em Brasília. Mas hoje posso dizer que o Grupo D30 (do qual orgulhosamente faço parte) conseguiu finalmente mudar esse panorama. Depois desse 30º Encontro D30 estou seguro em dizer que estamos muito, muito próximos de eventos como o World Fest RPG ou RPGCon.

Mas chega de melação da minha parte... vamos ao que interessa.

A principal atração do encontro foi a presença ilustre de John Bogéa autor e artista dos livros Terra Devastada e Abismo Infinito publicados pela Retropunk Editora. O ilustre John é um cara muito gente fina. Além de autografar livros o John mestrou (pra uns poucos sortudos) uma aventura de Abismo Infinito, seu mais novo livro, e além disso jogou numa mesa de Cthulhu e ainda deu uma palestra no final. Uma grande participação que esperamos seja recorrente também com outros grandes nomes do cenário RPGístico nacional.

Fora isso tivemos a presença já tarimbada dos nossos sempre parceiros: Orgutal - Casa de Jogos, Art's Viking, Lady Licosa, Canabrava Miniaturas e Ateliê da Memê. Nos suprindo com os produtos ligados aos nosso hobby.




Dessa vez tivemos também a presença inédita da ABHC - Associação Brasileira de Heroclix, que manteve mesas o dia todo no encontro. A também o sempre presente pessoal do board game.


Senti falta de um grande parceiro que não pôde comparecer nesta edição por problemas pessoais. O pessoal da Kimeron Miniaturas de Goiânia. Mas tenho certeza que no próximo encontro eles virão trazendo seu excelente material...

Todos os parceiros contribuiram para que tivéssemos um número muito grande brindes sorteados. Eu agradeço particularmente a todos.

Gostaria de ressaltar também a grande presença feminina no encontro. Quem compareceu ao evento com certeza mudou os conceitos com relação a essa história de que mulher não joga RPG. Elas estavam presentes em todas as mesas...

Quem disse garotas não podem ser  RPGistas?
Mas o melhor mesmo desse evento foi a energia... Do começo ao fim do encontro senti alegria, descontração, amizade, acolhimento e todo um rol de sentimentos bacanas vindo de todos. Eu realmente senti que as pessoas estavam tendo prazer em se reunir para jogar e confraternizar.

E por falar em confraternizar, festa que não tem bolo não é festa, estou errado?
E por isso o D30 encomendou um delicioso bolo de chocolate que esgotou rapidamente. Eu comi e estava uma delícia...



Eu tive a oportunidade de colher alguns depoimentos com participantes do encontro e suas impressões. Quem quiser pode conferir:

Gabriela Tavares
Lucas Candeira
Miguel Siqueira
Rafael Taveira
Robson Santos
Zé Marcelo

Pra terminar eu só posso dizer que realmente estou realizado por tudo que esse encontro foi, pelo momento maravilhoso que eu sei que pudemos propiciar a todos os participantes e pelo ganho real que o nosso hobby teve perante todos.

Agradeço todos que contribuíram para fazer dos Encontros D30 uma história de sucesso, e do 30º Encontro uma verdadeira lenda.

PS: o nosso caixa secou... então não sejam murrinhas e contribuam conosco nos próximos encontros!!!

Ah, já ia esquecendo as outras fotos

https://www.dropbox.com/sh/49j8l060mhgt20w/AKB5eVn8Z1